O combate ao crack e a todas as drogas
Os meios de comunicação têm insistido na cobertura ao tema do crescimento do consumo de crack, que agora se estende para as classes mais altas e não só aos moradores de rua das grandes cidades. O drama dos consumidores dessa droga barata e que é traficada, vendida e distribuída a milhares de pessoas, principalmente os jovens de nosso país, deve ser encarado na sua totalidade.
Cada família que tem por perto um exemplo do vício das drogas sabe do drama que é conviver com ele. A última vítima conhecida foi uma jovem de 18 anos, assassinada pelo namorado dependente químico.
Por isso, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro tem um programa específico para enfrentar esse problema. Através do CEAD, Centro Estadual de Assistência sobre Drogas, em São Cristóvão. Ali, nossos orientadores e coordenadores realizam o trabalho através dos Grupos de Acolhimento, dos Grupos de análise situacional, dos Grupos Terapêuticos e dos Grupos de Famílias. O atendimento é individual e em grupo, junto com os familiares. E, de acordo com o grau da doença, o dependente é encaminhado a uma das clínicas do Estado: em Santa Cruz, Valença e Barra Mansa. O Governo do Estado está ampliando esse atendimento. Hoje, acompanhamos o drama de 1.480 adolescentes, além dos adultos.
Em Santa Cruz, há 61 homens e 4 mulheres internados. Na Clínica Popular Nise da Silveira, em Barra Mansa, há 90 vagas disponíveis e 66 internados. Na Clínica Ricardo Iberê, em Barra Mansa, há mais 90 vagas e 50 pessoas internadas.
A FIA – Fundação da Infância e da Adolescência tem 1.460 vagas para atendimento de crianças e adolescentes usuárias de drogas por meio de parceria com entidades sociais privadas, sem fins lucrativos selecionadas por edital público. Para 2010, a previsão é ampliar em 50% as parcerias para oferecermos mais vagas, sendo algumas para atender usuários de crack. Iremos inaugurar mais unidades em Jacarepaguá e no Noroeste fluminense.
No nosso programa de enfrentamento às drogas, os familiares são nossos parceiros e aliados no tratamento, acompanhando o usuário ao nosso atendimento psicossocial e participando de todas as etapas do processo de enfrentamento da dependência química.
Apesar de entender que o problema do consumo do crack é arrasador, tanto para o dependente quanto para a família, não podemos deixar de mencionar que a maior demanda nos nossos centros de atendimento ainda é o álcool, a cocaína, a maconha e depois o crack.
O pai do jovem viciado em crack, que assassinou a namorada, o produtor cultural Luiz Fernando Prôa, num artigo publicado num grande jornal, com o título “Hoje vi uma pessoa boa se transformar num assassino”, expressou muito bem o drama: ”Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga LEGAL (grifo dele), com que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia, escancaradamente, e que produz milhares de mortes no trânsito, destrói lares, pessoas do bem e, como se sabe, é a primeira droga que os jovens experimentam. A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com ela, o álcool; outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz…”















28 março, 2010
Muito boa essa postagem, estou fazendo um trabalho na FIA (PTPA) e adorei esse documentário acima. Parabéns a todos da secrataria do estado de asistência Social de Direitos Humanos.